Terça-feira, 3 de Julho de 2012

abraço ao vento

 

 

um abraço ao vento
ao vento
que me afaga
os cabelos e a pele
o vento que leva os pensamentos velhos
e trás os novos
vento, vento
eu não sei quanto custa o
vento como o Ruy Belo
só sei quanto ele me agrada
sem o saber definir
encontro-o
oiço-o
gosto do seu cantar
e de o sentir empurrar-me :)

 

ago 2011


publicado por nomeoriginal às 21:02

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Serra da Estrela


na serra zumbem as sensações,
o cheiro, o vento e o respirar
cada vez mais fundo
que ao longe se consegue estender.

na tua noite, ó serra
a aragem é companhia
as sombras a nossa alegoria,
que a luz das estrelas nos desfaz no caminho.

dos pastores rezam os sorrisos
do leite morno pela manhã,
nos chocalhos contados à tardinha
das ovelhas de nosso senhor.

acaricia-me nesse ar onde 
o zimbro tem o limite
a urze é a cor
e as pedras a memória do sentir.

publicado por nomeoriginal às 23:58

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lisboa

 


como és insistente em nada me dizer

como eu sou persistente em te conhecer

como os teus olhares tentadores me devoram

como as pessoas me acolhem.

contrastes que me atormentam

passarinhos respirando cores

máquinas indiferentes a pombas

pessoas de poucos souvenires

outras de muita agonia

árvores que persistem em ser árvores de sonho verde e naufrágio cinzento.

à quem me dera meu mundo distante, difícil, impossível

que não conheço mas ambiciono.

viver para viver

viver para amar

viver para não só sonhar

a sempre 10/8/81

publicado por nomeoriginal às 23:44

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homens e mulheres

 

 

homens e mulheres
mulheres, homens
o amor será sempre
superior a eles,
enquanto nos preocuparmos
com definições e técnicas de linguagem verbal.
o amor é na sua plenitude
azul e branco
e eu
uma prisioneira do futuro!

publicado por nomeoriginal às 23:42

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estrelas

 

 

Andamos à procura
duma linguagem
que também
nos faça transformar
o que somos
como centro do universo
e sonhar 
com as nossas irmãs gémeas
que se encontram aí sozinhas
a brilhar no escuro.
publicado por nomeoriginal às 23:38

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eu ou

 

 

eu....o voo dos passos é mais leve
e o mundo dá-nos inspiração
para sentir
ainda mais
do que gostamos
com o latejar da palavra
querida.


publicado por nomeoriginal às 23:36

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covão da mulher

 

 

no covão da mulher rezam as histórias dos pastores de outrora,

em que as cabras pertenciam ao diabo

e as ovelhas a nosso Senhor.

dos bardos ficou-nos o cheiro,

das partidas de futebol as recordações

de homens contra mulheres;

as imensas fogueiras nocturnas com anedotas,

a lembrança dos uivos dos lobos

ou quando a "chorona" chegava com mais mantimentos.

o covão da mulher está encastelado em pedras cinzentas

com uma ribeira castanha que faz prevalecer o coachar das rãs.

os juncos ainda deitam flor

e os torrões de erva

fazem tropeçar os que têm pressa.

o silêncio é cortado pela aragem com cheiro a urze

e a baga do zimbro

os espinhos da solidão.

de noite as estrelas fazem de guia

a mais uma pequenez enfeitada

com brilho de mil nomes.

unhais da serra 7/2011

publicado por nomeoriginal às 23:05

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distancia



duas colinas
nos separam
na emoção
dum vale
que é de certeza
mais pequeno
do que
imaginamos

publicado por nomeoriginal às 23:02

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v e n t o

um abraço ao vento
ao vento
que me afaga
os cabelos e a pele
o vento que leva os pensamentos velhos
e trás os novos
vento, vento
eu não sei quanto custa o
vento como o Ruy Belo
só sei quanto ele me agrada
sem o saber definir
encontro-o
oiço-o
gosto do seu cantar
e de o sentir empurrar-me :)

publicado por nomeoriginal às 23:01

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

sem nome


perdi o jeito de 
esperar do que pode ser
só imaginário,
é bom sentir 
de novo,
tudo o que 
pensámos ter passado!
ardem-me os 
olhos
e alimentam-se as vontades
de voltar
a sentir sem limites 
um corpo
uma alma
e o latejar do .....
7-3-06

publicado por nomeoriginal às 02:02

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