Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

palavras para Braço de Prata

 Eu vim aqui para viver…

 

Enquanto brindavam com vinho tinto ao sol da marginal, a Mariola, uma rapariga de cabelos mais claros e sorriso rasgado de tantos dentes brancos, sorria e corria anunciando todos os passos que deveriam ser dados. Em conjunto ou aos pares. Para que as palavras fossem escritas, para que os quadros fossem expostos e para que música os envolvesse num ambiente ancestral.

Todos davam sugestões e queriam participar, mesmo com horas para cumprir e filhos a criar.

Com o som do piano ouvia-se em inglês a voz da Caroline: eu vim aqui para cantar; logo os nossos sentidos se aproximavam dum ambiente de cabaret em Berlim. Era o som da liberdade a trote; da voz dos temas compostos em que as teclas a preto e branco afirmavam em sintonia.

Havia pinturas com histórias que uma mãe contaria ao seu filho e a recordação que ele teria mais tarde do encantamento das cores e das formas traduzidas nessas histórias, em que os castelos, as casas, as florestas e as personagens habitariam para sempre o imaginário da Mariola.

A rapariga do mar pulava entusiasmada com passos delicados de forró. As telas de Ana Segall estavam habitadas por ambientes e paisagens doces, por curvas sem fim nas suas ninfas ondeadas de peixes. Dava vivas à proximidade familiar que lhe inspirava o cabo mais ocidental da Europa.

A delicadeza expressiva de alguns Mestres, transportava o pintor-artesão Alfredo Favaloro, para sensações que reconhecia e admirava neles. Nas suas musas pensava sempre nos contos que elas carregavam, desenhava-os com luz e sombra para dar expressão à delicadeza interior, através da minúcia exterior de cada quadro com que lutava até o conseguir terminar.

Sorriu quando conseguiu ouvir e sentir o terno  brilho que lhe transmitiam estas cortesãs de tons na terra doirada.

Cecilia Duarte

Lisboa, 2008-11-11

publicado por nomeoriginal às 09:23

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ana segall

 

 RITMOS SEGALL

 

 

NUMA PALETA TRANSPARENTE DISPÕE AOS MONTINHOS OS INÚMEROS TONS DE TINTA QUE VAI APLICAR NAS TELAS.

AS TONALIDADES ESTÃO METICULOSAMENTE ALINHADAS POR CORES, COMO TECLAS OU CORDAS DE INSTRUMENTOS MUSICAIS QUE ANA SEGALL ACOMPANHA COM A VOZ, NO RITMO DE BRASILEIRA QUE ADORA FESTA QUANDO SE JUNTAM AMIGOS NUM AMBIENTE DE CUMPLICIDADE.

EMBALADA PELO CABO DA ROCA E PELA SERRA DO PENEDO, VIVE NUM ATELIER QUE ESTÁ A COMPOR-SE COM TODOS OS ELEMENTOS QUE TAMBÉM ELA PRÓPRIA RESTAURA NA LUTA PELAS ARTES QUE TANTO A FAZEM CAMINHAR.

publicado por nomeoriginal às 09:07

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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

brehm


 

Pintas pintalgadas

De galáxias inventadas

Encontram-se na cor

De quem as inventou com furor

Alinham-se nas telas

E procuram harmonia

Procuram arte

Quando eram

Monotonia

 

publicado por nomeoriginal às 12:06

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Helena Pedro Nunes

 Helenamente

 

Com panos, retratos, diamantes, vestidos ou cordas

brilha nas cores em que revê os sentidos

no equilíbrio

do seu estar aqui,

no mar

no sensual

e no chamar aconchego a todos

os elementos que protege

com resina,

escuto no sonho dos seus quadros

e nos panos brancos que seguram paus sob fundo vermelho

o que seria para Ruy Belo

a maneira de mais tarde saber antecipadamente que é

helena

 Maio 2009 

 

publicado por nomeoriginal às 11:54

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