Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

sem nome


perdi o jeito de 
esperar do que pode ser
só imaginário,
é bom sentir 
de novo,
tudo o que 
pensámos ter passado!
ardem-me os 
olhos
e alimentam-se as vontades
de voltar
a sentir sem limites 
um corpo
uma alma
e o latejar do .....
7-3-06

publicado por nomeoriginal às 02:02

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Sanlucar de Barrameda

 
Andamos à procura
duma linguagem
que também
nos faça transformar
o que somos
como centro do universo
e sonhar 
com as nossas irmãs gémeas
que se encontram aí sozinhas
a brilhar no escuro.
 

publicado por nomeoriginal às 02:00

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Terça-feira, 19 de Julho de 2011

palavras

as palavras podem ser taxativas ou mortas vivas, enquanto que o sentimento,

e só esse, se assemelha à eterna vibração que é a música.

publicado por nomeoriginal às 01:06

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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011

Pai

Quando eu tinha 14 anos e, num campo todo coberto de canas já com o milho maduro, enquanto eu ajudava o meu pai (tinha ele na altura setenta anos), tirávamos lentamente os folhelhos às maçarocas para que se fossem (tal como todos os seres recém-nascidos) habituando lentamente á luz do sol. E ele deu-me a seguinte justificação sobre a minha existência: -

 

Sabes? És a minha oitava filha. Dizem que vieste ao destempo. Para mim vieste muito a tempo para agora me estares aqui a fazer companhia e eu ter o grande prazer de estar a ter esta conversa contigo. Vieste mais tarde, é certo. Mas te garanto que foste tão amada ou mais que os outros. E mais ainda te digo: estás comigo no campo, coisa que os outros teus irmãos e irmãs mais velhos nunca quiseram fazer.

 

Sinto-me privilegiada a passar o testemunho do meu pai, que agora teria 104 anos, sendo eu mãe fora de um campo de milho aqui, nesta cidade de céu azul, que eu escolhi para viver e onde tenho o orgulho de acompanhar os meus filhos quando eles me deixam.

publicado por nomeoriginal às 23:23

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não desisto do sonho

 
pintura de Mariola Landowska, "Não desisto do sonho", 140x70 cm. 

embalada pelo azul sinto em verde todas as emoções confiadas à árvore de desejos cor de rosa. 

com o batom, 
defino a verdade do meu interior magenta, 
que um sussurro das nuvens 
me deu
com as formas que eu inventei 
em branco!
 
publicado por nomeoriginal às 23:21

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Lisboa

 

 



como és insistente em nada me dizer

como eu sou persistente em te conhecer

como os teus olhares tentadores me devoram

como as pessoas me acolhem.

contrastes que me atormentam

passarinhos respirando cores

máquinas indiferentes a pombas

pessoas de poucos souvenires

outras de muita agonia

árvores que persistem em ser árvores de sonho verde e naufrágio cinzento.

à quem me dera meu mundo distante, difícil, impossível

que não conheço mas ambiciono.

viver para viver

viver para amar

viver para não só sonhar

 

A Sempre 10/8/81

publicado por nomeoriginal às 23:11

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sem data

 

as rosas feneceram
os papeis amareleceram
as palavras esfacelaram-se
os gestos enevoaram-se
os beijos....
os símbolos continuaram só símbolos
entretanto......
nasceu a manhã que amou a tarde para procriar a noite
surgiu a vida que ligou duas pessoas, para gerar a incrementação do verdadeiro significado da palavra amizade.

 

A Sempre 

 

P.S. obrigada pelo gosto do seu crepúsculo.

publicado por nomeoriginal às 23:09

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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

a artte

a cor

a forma

a cor e a forma

ecoam no pensamento

um deslize de cores

que procuram esculpir paixões

e encontrar

a verdade dos sentidos.

 

as ideias

dançam nos caminhos

às vezes do desencontro

outras no brilho e na luz,

mas se por fim

há um suspiro com sorriso...

 

nasceu uma obra.

 

poisa-se a alma

no abandono de materiais

e enlevam-se nas palavras,

as formas

e os elementos

que agora são

o acto final da inspirada coragem

 

- a arte -

 

 

publicado por nomeoriginal às 18:21

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Poesia da Cecilia

de laços cor de rosa
abraço uma história 
de encalce
num regaço de chilreios.

no deleite dos sonhos 
vislumbro as cores da paixão
no sol dos cântaros,
e na sede do que nunca fui.

como na antiguidade
primeiro nasceu o desenho
e depois as palavras, 
como legendas de um filme
em que ambas definimos o sentido da amizade!

Para a Mariola Landowska, "poemas de Cecilia"

publicado por nomeoriginal às 01:53

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